Física Médica do Huse já está em treinamento para manuseio de novo aparelho de radioterapia
Física Médica do Huse já está em treinamento para manuseio de novo aparelho de radioterapia (Foto: SES/SE)
De acordo com a física médica, Katiúcia Bonfim, que atua no setor de radioterapia do Huse, o aparelho é um acelerador linear CX, com duas energias de fótons, usada para tratar tumores mais profundos e cinco energias de elétrons, para tumores mais superficiais. “O diferencial desse aparelho é a presença de um colimador multilâminas, responsável por conformar o formato do tumor e assim evitar a exposição desnecessária de tecidos sadios de pacientes em tratamento”, especificou Katiúcia.
Duplicação de exames
O novo aparelho de radioterapia terá a capacidade de duplicar a realização de exames no setor de radioterapia do Huse, ampliando significativamente o grau de resolutividade dos casos surgidos na unidade. Através dele será possível realizar, em média, 65 exames por dia, sendo que a utilização do equipamento só será possível após autorização da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), cujos profissionais virão à Sergipe após a conclusão das instalações. A Cnen é uma autarquia federal brasileira vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Segundo a física médica do Huse, a previsão é de que a inauguração do novo aparelho seja realizada ainda no mês de dezembro, estando apto a dinamizar os atendimentos após a conclusão de todos os processos, que por sua vez serão finalizados com a referida autorização. Com o funcionamento, a fila para o tratamento desses usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) será zerada.
“No hospital, atualmente, funciona uma unidade de radioterapia e quando assumimos a pasta o equipamento estava quebrado, compreendendo no setor uma fila de 600 pessoas a espera do tratamento. Imediatamente, recuperamos o aparelho que, inclusive, parou de quebrar, e conseguimos diminuir a fila para 142 pacientes. E com a nova unidade, duplicaremos os atendimentos e vamos zerar esta fila em pouquíssimo tempo”, ressaltou o secretário de Estado da saúde, Almeida Lima.