SES: Novembro Azul foi positiva porque levou mais homens aos postos de saúde
A campanha Novembro Azul chegou ao fim, mas os resultados alcançados a partir dos esforços do governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde (SES), e dos municípios sergipanos , são concretos e positivos na avaliação do diretor de Atenção Integral à Saúde (DAIS) da SES, João Lima Júnior. “O balanço é superpositivo entendendo que foi bem sucedida a missão da secretaria de fomentar nos municípios a discussão epidemiológica sobre as doenças que mais afetam e matam o homem. Acompanhamos o desenvolvimento da campanha e vimos os municípios focados na causa”, disse o diretor
João Lima lembrou que o Novembro Azul foi lançado na reunião de outubro do Colegiado Interfederativo Estadual (CIE), oportunidade em que foi passado para os municípios os indicadores do Estado sobre doenças e causas de morte na população masculina.
“Também alertamos para as causas externas de mortes , como a violência, acidentes de transito (principalmente moto) e suicídio e, assim como lá em setembro os municípios se engajaram na campanha Setembro Amarelo, também desta vez atenderam o indicativo da SES. A gente viu, inclusive nas redes sociais, que os municípios aturam com foco na nossa orientação que foi a de trabalharem as doenças cardiovasculares e a questão do papel do homem no combate à sífilis”, atestou o diretor.
Segundo João Lima, o objetivo desta edição do Novembro Azul foi difundir nos homens a importância e a necessidade de eles cuidarem integralmente da saúde, tendo como ênfase a prevenção às doenças cardiovasculares e à sífilis. Ele lembrou que as temáticas foram bastante exploradas nos municípios e pela própria Secretaria de Estado da Saúde, que desenvolveu várias atividades durante o mês, destacando o Telessaúde, plataforma de qualificação profissional do governo federal, a partir da parceria entre os ministérios da Saúde, Educação e Ciência e Tecnologia.
“No Telessaúde tivemos a participação do oncologista Carlos Ancelmo, que chamou a chamando a atenção sim para o câncer de próstata, mas não mais a questão do rastreamento do câncer de próstata, como se fez nas campanhas anteriores, quando os homens, independente da díade, eram chamados a fazer o exame de próstata. Não temos mais esse indicativo, mas, claro, nunca deixando de abordar a importância que tem e deve ter o câncer de próstata. O outro palestrante, o cardiologista Luiz Flávio, falou sobre as doenças cardiovasculares e as formas de prevenção, mostrando também o papel do trabalhador da saúde nessa missão”, destacou.
Para João Lima, é possível mensurar o sucesso da campanha pelas imagens e divulgação feita pelos municípios, inclusive nas redes sociais. Segundo o diretor da DAIS, como resultado concreto do sucesso da campanha tem-se o aumento da presença de homens nas unidades de saúde. “Temos dados que comprovam que neste mês de novembro aumentou o número de homens que foram às unidades de saúde cuidar da saúde, fazer prevenção. E a ideia é essa, quando se destaca um mês – setembro amarelo, outubro, rosa, novembro azul, dezembro vermelho!. Ssão meses para chamar a atenção, é como se estivesse utilizando as diretrizes do marketing para chamar a atenção de gestores e da população para temas que são estratégicos para a saúde, mas claro que durante o ano vamos continuar trabalhando todas estas temáticas”, concluiu.
O oncologista Carlos Ancelmo destaca o valor desse tipo de campanha. “Na verdade como política de saúde o Novembro Azul serve para difundir o conhecimento sobre a saúde do homem como um todo e não especificamente para o câncer de próstata, porque este na verdade é tido como um grande problema, mas a gente sabe que a maioria dos tumores que ocorrem na próstata são indolentes e têm um impacto não muito grande em mortalidade”, declarou.