Oficina de recuperação de mobiliário hospitalar gera economia para os cofres da SES/Sergipe
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) mantém em plena atividade a Oficina de Recuperação de Mobiliário Hospitalar e, com isso, obtém uma economia mensal considerável. Funcionando desde novembro passado no Centro Administrativo da Saúde Senador Gilvan Rocha, a oficina repara centenas de mobiliários todos os meses segundo informações do gerente de Manutenção da Diretoria de Infraestrutura da SES, Daniel Wagner de Jesus.
Somente no mês de dezembro passado foram recuperados 146 mobiliários entre camas hospitalares, macas, berços, longarinas, poltronas, bancos de vestiários, cadeiras, estantes, sofás e poltronas. “Obtivemos uma excelente produção, apesar de todos os feriados que ocorreram naquele mês”, destacou o gerente de manutenção, informando que sua equipe é formada de cinco profissionais – um pintor industrial, dois estofadores e dois soldados – e quatro ajudantes.
Daniel Wagner salienta que, apesar de não se ter um levantamento que quantifique a economia gerada com a manutenção do mobiliário hospitalar, é possível ter uma ideia do valor ao se levar em conta apenas um mobiliário: a longarina que, segundo o gerente, muitas vezes ia para o lixo. Enquanto nas lojas a peça não custa menos de R$ 280, na oficina elas são recuperadas e saem como novas. “No mês de dezembro restauramos 36 longarinas”, atestou o gerente. Para reforçar a informação, ele ainda citou outro exemplo: recentemente foi recuperada uma cadeira “presidente”. Na loja o produto custa R$ 500.
Todo o mobiliário hospitalar em ferro e estofado é recuperado na oficina, que possui uma rotina de trabalho desburocratizada: basta que o gestor da unidade solicite o serviço por e-mail. No caso das unidades do interior do Estado, o próprio Daniel Wagner faz in loco a verificação do mobiliário que precisa e pode ser consertado. Definido o que pode ser recuperado, o gestor utiliza o mesmo procedimento, ou seja, encaminha a solicitação do serviço por e-mail.
A unidade que gera maior demanda para a oficina de recuperação é, logicamente, o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), o maior do Estado, segundo informou o gerente, acrescentando que o tempo de conserto de cada mobiliário depende tanto do estado de deploração em que se encontra quanto do serviço a ser feito. “Uma cama hospitalar sawler – a mais usada nas unidades hospitalares por ser regulável – leva, em média, três dias para ser recuperada”, finalizou.