Governo de Sergipe reforça importância do Janeiro Branco
A organização mundial da saúde (OMS) coloca o Brasil no topo da lista de doenças mentais na América Latina. Em uma época de dados alarmantes, se torna imprescindível a divulgação e democratização da saúde mental. Foi pensando nisso que o Janeiro Branco foi instituído. Através da Rede de Atenção Psicossocial e de palestras promovidas pelo Banese, o Governo se faz presente na intervenção em prol da saúde mental.
Janeiro Branco (Imagem: Divulgação)
Em Sergipe, a Secretaria do Estado da Saúde (SES) informa que, em 2017, as doenças mentais mais registradas foram: transtornos de ansiedade (ataques de pânico, ansiedade generalizada), transtornos de humor (ex: depressão, transtorno bipolar), transtornos alimentares (ex: anorexia, bulimia, compulsão alimentar), transtornos psicóticos (esquizofrenia) e dependência química.
A depender da complexidade de cada caso (leve, moderado ou grave) os pacientes podem percorrer todos os níveis de atenção da Rede de Atenção Psicossocial, que vão desde a Atenção Básica à Rede Hospitalar.
A rede de Atenção psicossocial é composta de vários equipamentos com missões diferentes para assegurar o cuidado às pessoas com sofrimento ou transtornos mentais, incluindo indivíduos com problemas decorrentes do uso de drogas.
Segundo a coordenadora da Atenção Psicossocial da SES, Renata Roriz, o Janeiro Branco é de suma importância porque alerta a população sobre o cuidado da saúde mental, estimulando hábitos que melhoram a qualidade de vida da e minimizam os efeitos do stress da vida contemporânea. “O ato de buscar ajuda já indica que o individuo reconhece que há algo não está indo bem na sua saúde mental. Este já é um grande passo para o início do tratamento”, pontua a coordenadora.
Outros dados
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em todo o Brasil, 18,6 milhões de pessoas (9,3% da população) sofrem com distúrbios relacionados à ansiedade. Em contrapartida, 11,5 milhões (5,8% do total) são afetadas pela depressão. A organização também coloca o país no topo da lista de maior prevalência de doenças mentais na América Latina.
Mais ações
O Banco do Estado de Sergipe (Banese), com o intuito de criar um espaço de reflexão sobre os temas abordados no janeiro branco, promove, nos dias 22, 24 e 26, palestras referentes à saúde mental. As palestras serão ministradas no auditório do Centro Administrativo Banese, no Distrito Industrial de Aracaju, sempre a partir das 09 horas.
No dia 22, segunda-feira, o psicólogo Fábio José apresentou uma palestra com o tema ‘Por uma cultura de Saúde Mental’. Na quarta-feira (24), o instrutor de meditação e coordenador do Grupo de Práticas Buddhista Nalanda em Aracaju, André Britto, falará sobre ‘A meditação como prática para proporcionar bem-estar emocional’; por último, na sexta-feira (26), a doutora em psicologia e instrutora de Yoga Marcela Teti, ministrará sobre ‘A Yoga e os benefícios para a Saúde Mental’.
Histórias individuais
A estudante Faby Barreto, 25 anos, reconhece a importância do Janeiro Branco. “Já entramos no ano com a consciência de que realmente temos que cuidar do nosso interior. Se por dentro nada vai bem, não adianta cuidar da parte de fora.”, relata Faby, que vem lidando com uma saúde mental turbulenta devido à sua ansiedade.
Diagnosticado com depressão e agorofobia em nível alto no início, o estudante André Vieira, 22 anos, hoje se encontra estável graças ao tratamento adequado. “Muita gente não faz ideia de que existe algo como saúde mental, ou esquece-se da sua importância. É algo muito delicado, que deve ser preservado diariamente. Um passo errado e tudo pode desmoronar. O acúmulo de stress e tristeza no cotidiano, por exemplo, se não der atenção, pode virar uma fobia, uma síndrome ou algo pior”, salienta André, que faz questão de incentivar a importância do diagnóstico.