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Aracaju (SE), 15 de agosto de 2026
POR: SES/SE
Fonte: SES/SE
Em: 30/01/2018
Pub.: 30 de janeiro de 2018

SES/Sergipe finaliza protocolo de atendimento a pacientes com alergia a leite de vaca

SES/Sergipe finaliza protocolo de atendimento a pacientes com alergia a leite de vaca (Foto: SES/SE)

SES/Sergipe finaliza protocolo de atendimento a pacientes com alergia a leite de vaca (Foto: SES/SE)

A Coordenação de Atenção Especializada da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e o Núcleo Estadual de Alergia Alimentar de Sergipe, se reuniram nesta segunda-feira, 30, para finalizar e implementar o protocolo de atendimento aos pacientes com alergia à proteína do leite de vaca. O encontro aconteceu no Hospital Universitário e reuniu diversos setores da Secretaria de Estado da Saúde, a exemplo da Especializada, Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (Case) e Rede de Atenção à Saúde (Ceras), além do próprio núcleo.

Em 2017 o governo do Estado, através da Secretaria da Saúde, atendeu a 201 crianças, com idade entre zero e um ano, onze meses e vinte e nove dias, segundo informou a coordenadora da Atenção Especializada da SES, Luciana Santana Alves. “Pensando em qualificar a assistência, a secretaria, em parceria com o Núcleo de Alergia Alimentar e o Hospital Universitário, desenvolveram o protocolo estadual de alergia alimentar, assegurando acesso ao diagnóstico, tratamento e fornecimento de fórmulas alimentares”, explicou Luciana Alves.

“Discutimos exaustivamente a construção do protocolo com o intuito de melhorar a assistência aos pacientes e otimizar a distribuição das fórmulas especiais”, enfatizou a pediatra alergista e imunologista Jackeline Motta Franco, responsável pelo Núcleo de Alergia Alimentar de Sergipe. Segundo ela, foram definidos critérios para dispensação e não dispensação das fórmulas, de forma a sistematizar e organizar o processo.

O protocolo foi construído por equipes multidisciplinar do núcleo, da SES e do Case, como destacou Luciana Alves, e dispõe sobre o tratamento aos pacientes com alergia ao leite de vaca, a composição e indicação das fórmulas, até mesmo o esquema de prescrição. “Definimos as quantidades a partir da idade da criança, tomando como base os estudos científicos que existem sobre o assunto”, realçou a coordenadora da Atenção Especializada.

Segundo informou Luciana Alves, em 2004 foi feito um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) no Ministério Público de Sergipe onde ficou definido as responsabilidades do Estado e do município de Aracaju no atendimento às pessoas com alergia à proteína do leite de vaca. “Coube ao Estado a responsabilidade por todas as crianças dos 74 municípios de Sergipe e em Aracaju, das crianças que têm pais com renda familiar acima de três salários mínimos. Por isso a importância da criação do protocolo de atendimento”, reforçou.

De acordo com Luciana Alves, a implementação do protocolo não apenas fortalece a linha de cuidados às crianças com alergia ao leite de vaca, mas vai gerar economia a partir da redução de custos que a sistematização e organização do processo trará.

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