Após longas filas, postos de Aracaju ficam sem combustível
Greve dos caminhoneiros impede reabastecimento nos postos.
Posto Cotinguiba, na Ivo do Prado, só operava com uma bomba pela manhã (Foto: Portal Infonet)
Os caminhões de reabastecimento dos postos de combustível, assim como quaisquer outros, estão sendo bloqueados nas rodovias. O protesto dos caminhoneiros é justamente pelos constantes reajustes nos preços dos combustíveis. A gasolina chega a custar, em alguns postos, R$ 4,50. O álcool, R$ 3,62.
Os condutores que lotam os postos de combustível nesta quinta-feira, 24, até apoiam a greve dos caminhoneiros, mas alegam que não podem ficar sem gasolina. “Eu mesmo trabalho com veículo o tempo todo. Tive que correr para encher o tanque hoje porque não sei como vai ser nos próximos dias. Mas o protesto é válido sim”, afirmou um condutor que preferiu não se identificar.
O motociclista Júnior Menezes também conseguiu encher o tanque em um posto na Avenida Desembargador Maynard, mas penou na fila de espera. “Foram mais de 15 minutos esperando e antes daqui passei em cinco postos. As filas estavam maiores”, afirmou. Ele torce que a paralisação tenha efeitos diretos nos preços dos combustíveis. “Isso mostra a força que o povo pode ter. É preciso se mobilizar e cobrar preços mais justos”, concluiu.
O professor e economista José Moura, bastante revoltado com os preços, criticou o Governo. “Está evidente que o Governo não quer baixar os preços. Fatura 55% do produto pronto [petróleo], mas não cede. Isso é desonestidade com o povo brasileiro, que está pagando por todo prejuízo que a Petrobras obteve nos últimos anos”, bradou.