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Aracaju (SE), 23 de agosto de 2026
POR: Ícaro Novaes
Fonte: Portal Infonet
Em: 24/05/2018 às 12:52
Pub.: 24 de maio de 2018

Após longas filas, postos de Aracaju ficam sem combustível

Greve dos caminhoneiros impede reabastecimento nos postos.

Posto Cotinguiba, na Ivo do Prado, só operava com uma bomba pela manhã (Foto: Portal Infonet)

Posto Cotinguiba, na Ivo do Prado, só operava com uma bomba pela manhã (Foto: Portal Infonet)

Os postos de combustíveis amanheceram com longas filas de condutores nesta quinta-feira, 24, em toda Aracaju. A preocupação em abastecer os tanques, seja com gasolina, etanol ou óleo diesel, começou ainda na noite da última quarta-feira. O setor é mais um dos atingidos pela greve dos caminhoneiros, que está no seu terceiro dia nas rodovias sergipanas. Alguns postos situados nas avenidas Tancredo Neves e Ivo do Prado, inclusive, já estão deixando de operar por falta de combustível.

Os caminhões de reabastecimento dos postos de combustível, assim como quaisquer outros, estão sendo bloqueados nas rodovias. O protesto dos caminhoneiros é justamente pelos constantes reajustes nos preços dos combustíveis. A gasolina chega a custar, em alguns postos, R$ 4,50. O álcool, R$ 3,62.

Os condutores que lotam os postos de combustível nesta quinta-feira, 24, até apoiam a greve dos caminhoneiros, mas alegam que não podem ficar sem gasolina. “Eu mesmo trabalho com veículo o tempo todo. Tive que correr para encher o tanque hoje porque não sei como vai ser nos próximos dias. Mas o protesto é válido sim”, afirmou um condutor que preferiu não se identificar.

O motociclista Júnior Menezes também conseguiu encher o tanque em um posto na Avenida Desembargador Maynard, mas penou na fila de espera. “Foram mais de 15 minutos esperando e antes daqui passei em cinco postos. As filas estavam maiores”, afirmou. Ele torce que a paralisação tenha efeitos diretos nos preços dos combustíveis. “Isso mostra a força que o povo pode ter. É preciso se mobilizar e cobrar preços mais justos”, concluiu.

O professor e economista José Moura, bastante revoltado com os preços, criticou o Governo. “Está evidente que o Governo não quer baixar os preços. Fatura 55% do produto pronto [petróleo], mas não cede. Isso é desonestidade com o povo brasileiro, que está pagando por todo prejuízo que a Petrobras obteve nos últimos anos”, bradou.

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