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Aracaju (SE), 05 de julho de 2026
POR: Comunicação Povos das Águas
Fonte: Assessoria
Em: 03/06/2025 às 08:36
Pub.: 03 de junho de 2025

Projeto Povos das Águas recebe visita de fiscal e gerente da Petrobras em áreas indígena e quilombola de Sergipe

Projeto Povos das Águas recebe visita de fiscal e gerente da Petrobras em áreas indígena e quilombola de Sergipe - Foto: Assessoria

Entre os dias 27 e 29 de maio, o fiscal e a gerente do contrato do Projeto Povos das águas, que é realizado pela Associação dos Pequenos Agricultores do Estado de Sergipe (Apaese), em parceria com o Programa Petrobras Socioambiental, puderam sentir a energia dos solos sagrados da Aldeia Fulkaxó (Pacatuba) e do Quilombo Resina (Brejo Grande), durante a primeira visita técnica da Petrobras ao projeto.

O fiscal Francis Oliveira e a gerente de contrato destacada para a visita, Leila Guimarães, puderam acompanhar pessoalmente não só o andamento das ações do projeto, que iniciou em fevereiro de 2025, mas também perceber o envolvimento das comunidades que integram as ações, sempre de forma participativa e comunitária.

Roteiro de visitas

Na tarde do dia 27, a visita começou na Associação de Produtores de Orgânicos de Ponta de Areia (Apop) em Pacatuba. Um espaço que cultiva em viveiros plantas nativas e frutíferas da região do Baixo São Francisco, produz sementes e desenvolve uma horta orgânica dentro da comunidade. A Apop foi fundada em 2007 e conta com a inserção da juventude no cultivo e no trabalho de manutenção do espaço verde que encanta os visitantes.

Já no dia 28, o dia começou recebendo as boas vindas através dos cantos ancestrais no espaço da Aldeia Fulkaxó, também no município de Pacatuba, onde houve uma roda de conversa em seguida, destacando os benefícios da construção da cozinha comunitária dentro da aldeia, uma ação prevista no cronograma do Projeto Povos das Águas. Além disso, os visitantes puderam comprovar a participação da juventude nas oficinas de educação e comunicação popular, objetivando aplicar o conhecimento adquirido dentro da própria comunidade.

Ainda no dia 28 de maio, o fiscal e a gerente estiveram na comunidade quilombola da Resina, em Brejo Grande, ouvindo atentamente sobre a importância do curso de beneficiamento do pescado e marisco, realizado pelo projeto, assim como a entrega dos equipamentos para a cozinha pedagógica local. Destacou-se todo o histórico de luta pelo direito a terra, pelo direito a exercer sua ancestralidade e as oportunidades que os pescadores e pescadoras artesanais vislumbram para o futuro com a chegada do projeto.

Por fim, no dia 29, houve uma reunião junto a equipe do Projeto Povos das Águas e os integrantes da Apaese para o compartilhamento de informações relevantes para o andamento das ações nos próximos três anos e uma avaliação do que foi visto e sentido durante as visitas.

Pisando em solo sagrado

Para o fiscal, Francis Oliveira, a recepção nas comunidades foi um diferencial durante as visitas. “Foi uma honra pisar no território indígena Fulkaxó e no território Quilombola da Resina, recebidos com as bênçãos das comunidades. Lá eu pude ver que as comunidades estão interagindo com o projeto, mostraram que houve um diálogo anterior para que se construíssem as propostas e que há o envolvimento de um grande número de pessoas que se interessam em realizar o que o projeto propõe. Eu espero que todas as ações previstas sejam concluídas com sucesso, que atinjam o resultado planejado e que atendam as expectativas criadas e debatidas junto às comunidades”, apontou Francis.

Antônio Bomfim, morador do Quilombo Santa Cruz (Brejo Grande), articulador popular e integrante do Projeto Povos das Águas, destacou a importância da visita da Petrobras nos territórios, principalmente para que eles possam ver que as comunidades estão engajadas e envolvidas nas atividades propostas.

“Foi importante eles terem ouvido de nós mesmos o quanto é importante o Projeto Povos das Águas para nós povos tradicionais, ribeirinhos, pescadores. A importância também de trazer a juventude mais para perto, de envolver os jovens das comunidades nas ações. As falas deles de que estamos no caminho certo também foram importantes, uma pena ter sido tão pouco tempo, porque poderíamos mostrar ainda mais todo o nosso potencial cultural. Foi bom poder constatar que o Povos das Águas tem uma forte ligação com a ancestralidade, que lembrar do passado é fortalecer o presente”, declarou Bomfim.

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