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Aracaju (SE), 18 de agosto de 2026
POR: SES
Fonte: SES
Em: 19/12/2017
Pub.: 20 de dezembro de 2017

Doação de plaquetas por aférese ajuda tratamento de pacientes oncológicos

Doação de plaquetas por aférese ajuda tratamento de pacientes oncológicos (Foto: Ascom/SES)

Doação de plaquetas por aférese ajuda tratamento de pacientes oncológicos (Foto: Ascom/SES)

Ser doador de sangue, possuir um bom acesso venoso, apresentar boa contagem de plaquetas e ter peso acima de 60 quilos. Esses são alguns dos requisitos necessários para se tornar um doador de plaquetas por Aférese, método de coleta que permite que seja retirado do sangue apenas as plaquetas, células que tomam parte no processo de coagulação sangüínea, agindo nos sangramentos (hemorragias).

De acordo com Florita Aquino, gerente de Coleta do Centro de Hemoterapia de Sergipe (Hemose), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), que integra a Rede Estadual de Saúde, sempre que pacientes em tratamentos  oncológicos, leucemia e anemia aplástica necessitam reforçar as transfusões de plaquetas, o serviço social da unidade busca doadores para realizar o processo. “Aqui no Hemose temos uma lista com doadores de sangue aptos a realizar o procedimento”, informou.

Através dessa modalidade de doação, é possível coletar até 600 ml, somente de plaquetas. “O sangue é devolvido para o organismo sem qualquer risco para o doador”, ressaltou ao pontuar que com essa quantidade é possível atender uma média de até cinco pacientes, dependendo do quantitativo solicitado pelo médico, que prescreveu a plaqueta.

Conforme a enfermeira, a indicação para o paciente receber transfusão de plaquetas por aférese objetiva garantir um produto cuja origem vem de um único doador. “Quando o médico prescreve que as  plaquetas sejam coletadas por esse método, ele está pensando em preservar a saúde de seu paciente, em função do agravamento da enfermidade e do organismo estar debilitado, devido ao tipo de tratamento que o paciente é submetido”, avisou.

O procedimento é muito parecido com a doação de sangue total. Neste caso, a diferença está no auxílio de um equipamento especial – máquina de aférese. O doador é conectado ao aparelho através de punção venosa em um dos braços. Por centrifugação a máquina separa o sangue do doador e retira somente as plaquetas, devolvendo as outras células ao organismo. O sangue coletado vai para um Kit, o material é descartável e estéril.

Todo o processo dura em média 90 minutos. “É um método totalmente seguro, em até 48 horas o organismo repõe as plaquetas doadas. Ou seja, em apenas dois dias já é possível fazer uma nova doação de plaquetas”, destacou a enfermeira, Florita Aquino, convidando os doadores de coleta convencional para experimentar o procedimento que beneficia diretamente aqueles que precisam de transfusão para sobreviver.

Plaquetaferese
Para mais informações obre essa modalidade de coleta o voluntário pode entrar em contato com a gerência de Captação de Doadores, no Hemocentro de Sergipe. O serviço funciona regularmente de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h, ou através dos telefones (79): 3225-8000, 3225-8039 e 3259-3174, e pelo email: ssocial.hemose@fsph.se.gov.br.

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