Nova Unidade de Apoio Crítico melhora fluxo de pacientes críticos do Huse
“Meu filho precisava ser transferido para uma vaga e veio na hora certa essa área, senão, ele ainda estaria lá dentro do centro cirúrgico esperando. Essa nova unidade veio na hora certa. Tem todo o equipamento que ele precisa, está sendo bem tratado, com uma equipe de profissionais muito atenciosos. Eu não tenho do que me queixar, só agradecer”. Esse é o depoimento emocionado de Edjane Ramos, mãe do jovem Miqueias Ramos, 18, sofreu um traumatismo crânio encefálico grave e precisou passar por cirurgia e acompanhamento da neurologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Nova Unidade de Apoio Crítico melhora fluxo de pacientes críticos do Huse (Foto: Flávia Pacheco/ SES/SE)
Com o procedimento concluído, Miqueias ficou em observação na Sala de Recuperação Pós Anestésica (SRPA) e sem o contato com os familiares por se tratar de uma área crítica. Com a inauguração da nova Unidade de Apoio crítico no Huse, essa história mudou e para melhor. O serviço preparado e equipado para prestar todo o suporte necessário a pacientes considerados graves, que precisam de ajuda especializada e de alta complexidade já está funcionando a todo vapor desde a última sexta-feira, 1º, e já recebe os primeiros pacientes críticos que vieram regulados da Sala de Recuperação Pós Anestésica (SRPA) no centro cirúrgico do hospital.
Dos dez leitos que compõe a unidade, cinco já estão ocupados por pacientes críticos, desses, um em protocolo de morte encefálica. De acordo com o superintendente do Huse, Darcy Tavares, o resultado esperado com a nova unidade já começa a aparecer de forma positiva no fluxo do hospital. “Funcionamos logo após a inauguração, como havíamos prometido à sociedade e ao governador. Está surtindo um efeito positivo no fluxo do hospital, pois, nós tínhamos pacientes que antes dessa unidade ficavam na SRPA bloqueando nosso centro cirúrgico e agora estão na Unidade de Apoio Crítico, aguardando os procedimentos para UTI ou Enfermaria”, explicou.
O Complexo Regulatório faz a regulação dos pacientes para a nova unidade e segundo o coordenador do eixo crítico do Huse, José Edvaldo dos Santos, o objetivo é desbloquear salas do centro cirúrgico e dinamizar o fluxo de cirurgias no local. “Já recebemos pacientes da neurocirurgia, cirurgia torácica e neurocirurgia. Imaginamos que vai conseguiremos esvaziar a sala do centro cirúrgico, pois esses pacientes ficavam lá aguardando vaga de UTI e agora passam a contar com um espaço adequado e equipado como uma semi-intensiva. Isso nos dá a certeza de que vamos conseguir aliviar algumas salas cirúrgicas que ficavam bloqueadas com pacientes já operados”, disse.
A nova Unidade de Apoio Crítico conta com equipe de enfermagem composta por cinco técnicos e um enfermeiro, além de um médico diarista e outro plantonista. São 10 leitos com camas elétricas, quatro bombas de infusão por leito, um respirador para cada leito, além do padrão das UTI’s que existem no Huse. O Huse conta hoje com 54 leitos de UTI adulto, 10 leitos de UTI pediátrico, 20 leitos para pacientes críticos na Área Vermelha e 10 leitos com a nova unidade.