90% de atendimentos na UTQ do Huse foram queimaduras por uso do álcool líquido
90% de atendimentos na UTQ do Huse foram queimaduras por uso do álcool líquido (Foto: SES/SE)
“A higienização das mãos com água e sabão é a mais indicada, quando não houver como fazer essa higiene, é importante ter o álcool em sua forma de gel 70%, o álcool líquido nós não achamos interessante, por ser um produto de alta combustão, por isso deve-se ter o cuidado ao usá-lo. Nós estávamos com 10 pacientes queimados por álcool líquido, uns foram embora e três continuam conosco”, enfatizou o médico.
No Brasil foram registrados 212 pacientes queimados por álcool líquido somente nos últimos 30 dias, sem contar por outros tipos de queimaduras. Antes do dia 20 de março a comercialização do álcool líquido era proibida no país. Em Sergipe, depois da liberação da venda do produto no mercado, a UTQ do Huse passou a registrar constantemente vítimas de queimaduras. “A gente recebia poucos pacientes, depois da liberação e da grande busca por álcool líquido por causa da pandemia do coronavírus, essa utilização em casa e em isolamento com criança, cozinha, a tendência é não levar a uma combinação boa”, informou Bruno Cintra.
O alerta é manter esses produtos fora do alcance de crianças e, no caso dos idosos, o uso deve ser evitado e, se ocorrer, que tenha a supervisão de familiar ou cuidador. Para a limpeza das mãos em casa o ideal é o uso de água e sabão para evitar a disseminação de vírus e bactérias. Atenção redobrada também no preparo de alimentos, muitos acidentes acontecem ao tentar ascender o fogo com as mãos úmidas em álcool.
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