Primeira edição do Estuário Mercado de Cinema aproxima projetos nordestinos de agentes nacionais e internacionais
Excelência das produções audiovisuais revela potencial produtivo do setor na região Nordeste do país
Pernambuco recebe a primeira edição do Estuário Mercado de Cinema, evento voltado ao fortalecimento do setor audiovisual, principalmente o nordestino, por meio da geração de oportunidades de negócios, formação profissional e articulação entre os projetos feitos na região e o mercado nacional e internacional. A feira acontece de 28 de outubro a 6 de novembro, no Recife, e reunirá diferentes frentes voltadas ao desenvolvimento da cadeia produtiva do cinema e da televisão. A iniciativa é realizada pelo Ministério da Cultura, Mira Estratégia, Alumia Filmes e o Instituto Fab Lab Rec, com apoio da Prefeitura do Recife, Sudene e Porto Digital.
Espaço de intercâmbio e conexões
Inspirado no encontro das águas do rio com o mar, o nome Estuário traduz a proposta do evento de aproximar criadores, produtores e agentes do mercado em um espaço de intercâmbio e de construção de novas conexões. A ação nasceu da troca de ideias e experiências da especialista em inovação estratégica, Mariana da Mata, e da produtora audiovisual Carol Vergolino.
"Não é por acaso que produções nordestinas vêm conquistando importantes espaços na agenda de grandes festivais ao redor do mundo. A qualidade do que é produzido aqui é inquestionável. Por meio do Estuário, queremos trazer informações desse mercado, da produção audiovisual pernambucana e nordestina, do potencial de acesso a recursos e chamar atenção para a necessidade de co-produção internacional", afirma Mariana da Mata.
A valorização do mercado audiovisual da região Nordeste do país é apoiada pelo Ministério da Cultura e Agência Nacional do Cinema (Ancine), que reservou R$298,2 milhões para impulsionar as produções também nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil. Esse valor representa 40% do total aprovado a partir do Plano de Ação 2026 do Comitê Gestor do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) e promove uma descentralização estratégica de capital que fomenta o meio.
“Os recursos reservados para nossa região demarcam uma possibilidadede expansão do que é produzido em todo o Nordeste e reforçam que existe um enorme território sendo reconhecido. Nesse sentido, um mercado próprio, como o Estuário, surge para garantir que o setor audiovisual e televisivo nordestino, realize negócios e se mantenha nos holofotes do mundo graças a sua qualidade criativa e técnica”, comenta Carol Vergolino.
O evento é estruturado em dois eixos principais: formação e mercado, sendo o primeiro focado em ampliar o conhecimento de profissionais do audiovisual através de treinamentos e o segundo em articular um ambiente de negociações com players nacionais e internacionais. As inscrições e a programação completa serão divulgadas em breve.