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Aracaju (SE), 23 de outubro de 2026
POR: Assessoria de Comunicacao PRT20
Fonte: PRT20
Em: 23/10/2026 às 08:46
Pub.: 23 de outubro de 2026

MPT-SE capacita Rede de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas no sertão sergipano

Treinamento voltado às Comissões Municipais aconteceu nas cidades de Canindé de São Francisco e Monte Alegre

MPT-SE capacita Rede de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas no sertão sergipano - Foto: Divulgação

Como identificar e acolher uma trabalhadora ou um trabalhador que foi vítima de trabalho análogo à escravidão ou tráfico de pessoas? Essa pergunta foi respondida na capacitação realizada pelo Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MPT-SE) voltada aos integrantes das Redes Municipais de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas dos municípios de Canindé de São Francisco e Monte Alegre.

As duas cidades já criaram suas respectivas Comissões Municipais de Enfrentamento ao Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas (COMTRAEs), implementaram o fluxo de atendimento às vítimas e, agora, estão em nova fase, com esta capacitação. 

O objetivo é dar autonomia aos municípios no combate ao trabalho escravo contemporâneo e tráfico de pessoas. Além do acolhimento às vítimas, por meio de suporte assistencial e psicológico, o treinamento reforça o caráter preventivo da iniciativa, com a identificação de trabalhadores que estão em condições de vulnerabilidade e a oferta de oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

O procurador do Trabalho Adroaldo Bispo, coordenador Regional de Erradicação do Trabalho Escravo e Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conaete), destacou o papel da qualificação profissional no enfrentamento às violações. “Primeiro, nós buscamos unificar a percepção do que seja o trabalho escravo, do que seja o tráfico. 

Segundo, apresentamos propostas de atuação promocional, no sentido de nós minimizarmos esse estado de vulnerabilidade da população, que é uma potencial vítima do trabalho escravo. 

E, a partir desse trabalho de prevenção, oferecermos qualificação profissional e oportunidades de trabalho e renda, de modo que essas pessoas consigam, efetivamente, sair da vulnerabilidade e usufruir o seu direito à plena cidadania e à dignidade da pessoa humana”, apontou o procurador. 

O treinamento envolveu teoria e prática, com análise de possíveis casos de exploração, para preparar os integrantes da rede e incentivar o pensamento de medidas efetivas de acolhimento às vítimas. “O objetivo dessa capacitação é empoderar os atores nesse combate ao trabalho escravo. 

Tivemos um momento mais prático, com uma oficina que trouxe um estudo de situações ilustrativas de possíveis casos de trabalho escravo e tráfico de pessoas, para saber como agir e preparar os atores nesse acolhimento das vítimas”, explicou a presidente do Instituto Social Ágatha, Talita Verônica. 

Para a coordenadora do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) de Canindé de São Francisco, Renata Marinho, a dinâmica permitiu vivenciar os desafios do atendimento e compreender a articulação necessária entre os órgãos da Rede. 

“Essa capacitação foi muito enriquecedora, pois trouxe esclarecimentos sobre como denunciar, como identificar a vítima do trabalho escravo ou tráfico de pessoas. Entendemos o processo de resgate e pós-resgate e a participação da Rede para que a gente consiga, como profissional da Assistência Social, disseminar as informações corretas à população”, observou a coordenadora. 

Os profissionais da Assistência Social dos municípios terão um papel fundamental no suporte psicológico às vítimas resgatadas. A assistente social de Canindé de São Francisco, Maria Feitosa, destacou a importância do trabalho do pós-resgate. 

“Nós vamos contribuir no sentido de acolher essa pessoa que foi vítima, trazer segurança, facilitar o acesso aos seus direitos, minimizar o dano causado pela violação trazida pela vivência na condição de vítima do trabalho escravo”, disse. 

A área da Saúde também desempenha um papel essencial no fluxo de prevenção e assistência. A coordenadora de Vigilância em Saúde do município de Monte Alegre, Carol Dias, ressaltou a importância do atendimento às vítimas. “Vamos desempenhar a função de identificação e prevenção dos casos atuando na base, através da atenção básica, dos agentes comunitários de Saúde, como também no atendimento às vítimas, desempenhando o cuidado psicológico e físico”, afirmou.

 

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