UFS Sertão e UFCG: pesquisa com melancias busca reduzir impactos da seca
Estudo testa bioestimulantes para manter a produção agrícola no semiárido
A Universidade Federal de Sergipe, por meio do Campus do Sertão, tem desenvolvido uma pesquisa científica voltada a um dos principais desafios da agricultura em regiões do semiárido, diante da disponibilidade de água. A linha de pesquisa é o “Uso de Bioestimulantes na Otimização do Uso da Água, Produção e Qualidade da Melancieira cv. Manchester”, o projeto avalia o uso de bioestimulantes à base de microrganismos, associados a diferentes frequências de irrigação. O projeto conta com apoio financeiro do INCTAgriS e da FAPITEC.
A proposta é verificar se os bioestimulantes podem contribuir para reduzir os efeitos provocados pelo déficit hídrico sobre as plantas e, consequentemente, favorecer a manutenção de uma produção satisfatória mesmo em períodos de menor disponibilidade de água.
O experimento integra a tese de doutorado da pesquisadora Rafaela Aparecida Frazão Torres, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), e conta com a participação direta de docentes e discentes da UFS Campus do Sertão, fortalecendo a integração entre instituições de ensino e pesquisa e ampliando as possibilidades de produção de conhecimento voltado à realidade regional.
A pesquisa tem como orientadores, o Prof. Dr. Marcos Eric Barbosa Brito, docente do Campus do Sertão e os professores Dr. Geovani Soares de Lima e Dra. Lauriane Almeida dos Anjos Soares, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Também participam diretamente da pesquisa as professoras Profª. Dra. Monalisa Soares e Profª. Dra. Natalia Pimentel Esposito Polesi e o Prof. Dr. Francisco Jean da Silva Paiva, docentes da UFS Campus do Sertão.
Iniciativas como essa fortalecem a integração entre ensino, pesquisa e formação acadêmica, criando oportunidades para que os discentes participem de experiências práticas relacionadas às áreas de conhecimento desenvolvidas no Campus. Durante o desenvolvimento da pesquisa, foram produzidas melancias na área experimental da nova sede do Campus do Sertão, posteriormente colhidas e distribuídas entre a comunidade acadêmica do Campus do Sertão.