Justiça rejeita ação da família de Alexandre de Moraes contra senador Alessandro Vieira
Decisão reconhece ausência de elementos para prosseguimento da ação; senador afirma que resultado fortalece a liberdade de expressão e a atuação independente do Parlamento
O senador Alessandro Vieira (MDB/SE) comemorou a decisão da Justiça que rejeitou a ação movida por familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, contra ele. O processo foi apresentado pela esposa e pelos filhos do ministro após declarações do parlamentar sobre fatos apurados durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, da qual Alessandro foi relator.
Na decisão, a Justiça rejeitou o pedido apresentado pelos autores, encerrando a ação em favor do senador. O caso teve origem em declarações concedidas por Alessandro durante entrevistas à imprensa, nas quais defendia o aprofundamento de investigações sobre movimentações financeiras mencionadas no contexto dos trabalhos da CPI. O senador sempre sustentou que suas manifestações estavam amparadas pela imunidade parlamentar e que, em nenhum momento, atribuiu aos familiares do ministro envolvimento com o PCC, mas sim com o banco Master.
Para Alessandro Vieira, a decisão representa uma importante reafirmação das garantias constitucionais da atividade parlamentar. "A decisão da Justiça é uma vitória da verdade e da liberdade de expressão. Ela confirma que estamos no caminho certo nessa luta para transformar o Brasil num país onde a lei vale para todos. Vamos seguir com coragem, qualidade técnica e respeito. É disso que o sistema tem medo".
Relator da CPI do Crime Organizado, Alessandro Vieira defende que o Parlamento deve exercer plenamente sua função constitucional de investigar, fiscalizar e promover o debate público, sem sofrer intimidações por conta do exercício legítimo do mandato.
Nos últimos meses, o senador tem sido alvo de uma série de retaliações relacionadas à sua atuação na CPI, incluindo representações apresentadas por ministros do Supremo Tribunal Federal. Alessandro afirma, no entanto, que continuará exercendo seu mandato com independência e respeito à Constituição.
"Quem exerce o mandato com independência sabe que enfrentará resistência quando tocar em interesses poderosos. Isso nunca me afastou do meu dever e não será diferente agora".
A decisão judicial reforça a tese sustentada pela defesa do senador desde o início do processo: de que suas declarações foram proferidas no contexto da atividade parlamentar, protegidas pela Constituição Federal e voltadas ao interesse público.