Aracaju (SE), 03 de agosto de 2026
POR: Ascom/André David
Fonte: Ascom/André David
Em: 03/08/2026 às 09:08
Pub.: 03 de agosto de 2026

Com alta nos dados em Sergipe, delegado André David defende mudança de foco no combate ao feminicídio

Números do Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostram avanço nas estatísticas e reforçam a urgência de agir na prevenção, no monitoramento de agressores e na efetividade das medidas protetivas

André David - Foto: Ítalo Amorim

O combate à violência contra a mulher exige mais do que estatísticas e respostas tardias do Estado, exige antecipação. É o que defende o pré-candidato ao Senado e delegado André David, ao analisar os novos dados divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública. 

Em Sergipe, o número de feminicídios subiu de 10 para 15 casos entre 2024 e 2025, o que representa um crescimento de 49,4% na taxa por 100 mil mulheres.

Embora o avanço nos números acenda um sinal de alerta, o relatório aponta uma importante nuance técnica: Sergipe está entre as Unidades da Federação com maior eficiência na identificação criminal, onde cerca de 70% das mortes violentas de mulheres são devidamente classificadas como feminicídio pelas forças policiais. 

No entanto, para o Delegado André David, a precisão diagnóstica precisa ser acompanhada por ações efetivas de proteção.

“Uma mulher morta já seria demais. Quinze são quinze vidas interrompidas de forma brutal. Não se trata de buscar rótulos ou fazer alarde simplista, mas de entender que Sergipe precisa agir antes que o crime aconteça. 

A segurança da mulher não pode começar depois da agressão. Tem que começar antes", afirma o pré-candidato.

O desafio nacional das tentativas de feminicídio

A necessidade de uma postura preventiva também reflete um cenário alarmante no âmbito nacional. Em 2025, o Brasil registrou 8.864 tentativas de homicídio e feminicídio contra mulheres, uma média de aproximadamente 24 vítimas por dia que sobreviveram à violência extrema. 

Para André David, esses dados mostram a linha tênue entre a vida e a morte e evidenciam a falha na rede de proteção antes do ápice da agressão.

"Quantas mulheres só sobreviveram porque alguém chegou a tempo ou por pura sorte? Não basta prender o agressor depois que a tragédia se consumou. 

Precisamos de mecanismos de inteligência e integração para identificar o risco real em que essa mulher se encontra e fazer a medida protetiva funcionar de verdade", ressaltou. 

Prevenção, tecnologia e firmeza na proteção

Com vasta experiência na segurança pública, o pré-candidato ao Senado defende uma reformulação no modelo de proteção à mulher em Sergipe e no país, unindo rigor da lei, inteligência e estrutura estatal para intervir antes do ápice da violência doméstica. 

Para o delegado André David, essa mudança exige a integração imediata entre a Polícia Civil, a Polícia Militar e a rede de assistência social para respostas rápidas, o monitoramento eletrônico rigoroso dos agressores com prisão imediata em caso de descumprimento, o fortalecimento das medidas protetivas para que representem amparo real e presencial, e não apenas um documento em papel, além do uso da inteligência policial para mapear reincidentes e atuar preventivamente ao primeiro sinal de ameaça ou agressão.

O pré-candidato ao Senado ainda reitera que enfrentar a violência contra a mulher requer coragem política e operacional para estruturar o Estado de forma a proteger a vítima antes que o pior aconteça. 

"O Estado tem o dever de chegar antes do agressor. Proteger a mulher com firmeza, inteligência e rapidez é uma obrigação moral e de segurança pública", concluiu.

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