FLUTUANTE  1000 x 300
Aracaju (SE), 17 de setembro de 2026
POR: Tharciana Vitoria
Fonte: Assessoria
Em: 17/09/2026 às 13:32
Pub.: 17 de setembro de 2026

Benefício para educação está presente em apenas 2,1% das empresas, aponta levantamento

Panorama do RH 2026 revela que incentivos ligados ao desenvolvimento e à cultura ainda ocupam pouco espaço, enquanto saldos flexíveis avançam nas organizações

Benefício para educação está presente em apenas 2,1% das empresas, aponta levantamento - Foto: Magnific images

Em um mercado de trabalho onde o desenvolvimento de skills é mais importante que qualquer outra coisa no currículo, há uma divergência no incentivo corporativo, onde o benefício destinado à educação está presente em apenas 2,1% das empresas analisadas pelo Panorama do RH 2026. A categoria aparece entre as menos oferecidas pelas organizações, ao lado do benefício de cultura, identificado em 3,6% da base.

Produzido pela Caju, operadora de benefícios, em parceria com seu braço de inteligência, a Cajuína, o levantamento examinou dados proprietários de mais de 59 mil empresas clientes e mais de 127 milhões de transações realizadas ao longo de 2025. Os resultados representam, portanto, o comportamento dessa base, e não de todas as empresas brasileiras.

Os percentuais chamam atenção porque educação e cultura podem contribuir para o desenvolvimento profissional e ampliar o repertório dos trabalhadores. Ao mesmo tempo, competem por espaço com benefícios associados a despesas mais imediatas, como alimentação, mobilidade e saúde.

Educação ainda ocupa pouco espaço nos pacotes

Benefícios educacionais podem assumir diferentes formatos, como bolsas de estudo, auxílio para cursos, idiomas, graduação, pós-graduação, certificações profissionais ou acesso a plataformas de aprendizagem. A política adotada varia conforme a estratégia, o orçamento e as necessidades de cada empresa.

Um dos possíveis obstáculos é a dificuldade de demonstrar retorno imediato. Enquanto alimentação e mobilidade atendem a despesas recorrentes e facilmente percebidas, o investimento em educação tende a produzir efeitos no médio e no longo prazo, dependendo da escolha e disponibilidade do colaborador. O benefício também exige critérios claros sobre elegibilidade, valores, instituições aceitas e relação dos cursos com a atividade profissional.

Ainda assim, a categoria pode funcionar como instrumento de atração, desenvolvimento e retenção de talentos, especialmente em setores que enfrentam falta de profissionais qualificados ou mudanças frequentes nas competências exigidas.

Saldo multiuso ganha espaço

O mesmo levantamento mostra um movimento em direção à flexibilidade: quase 3 em cada 10 empresas já oferecem saldo multiuso. Nesse modelo, o trabalhador recebe maior autonomia para direcionar parte dos recursos conforme suas necessidades, dentro das regras estabelecidas pela organização.

A expansão dessa modalidade indica que pacotes completamente padronizados podem não atender da mesma forma a equipes compostas por pessoas de diferentes idades, rendas, modelos de trabalho e momentos de vida. Um profissional pode priorizar a educação, enquanto outro precisa concentrar recursos em saúde, mobilidade ou necessidade do trabalho remoto.

O colaborador ter acesso a um benefício corporativo flexível pode facilitar essa personalização e centralizar a gestão das categorias. Se a empresa considerar o desenvolvimento uma prioridade, pode ser necessário combinar autonomia com uma verba específica ou uma política de incentivo bem definida.

Como ampliar o acesso à educação?

Antes de criar ou reformular o benefício, o RH pode investigar quais modalidades despertam interesse entre os funcionários e quais barreiras dificultam a utilização. Pesquisas internas, conversas com lideranças e análise de competências necessárias ajudam a evitar a contratação de soluções pouco aderentes à realidade da equipe.

Também é importante estabelecer regras transparentes sobre reembolso, coparticipação, permanência mínima, cursos elegíveis e comprovação dos gastos. Outro cuidado é não restringir as oportunidades somente aos cargos de liderança, o que pode aprofundar desigualdades internas no acesso ao desenvolvimento.

A adesão deve ser acompanhada depois do lançamento unido a outros processos internos, como o uso do PDI. Entender o número de participantes, conclusão dos cursos, satisfação dos trabalhadores e aplicação do aprendizado na rotina oferecem uma visão mais completa para se obter o retorno do valor investido.

Notícias Indicadas

WhatsApp

Entre e receba as notícias do dia

Matérias em destaque


Click Sergipe - O mundo num só Click

Apresentação