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Aracaju (SE), 25 de setembro de 2026
POR: Laís Marques
Fonte: Ascom Unit
Em: 25/09/2026 às 15:17
Pub.: 25 de setembro de 2026

Unit apresenta balanço do Conecta Farolândia à Prefeitura de Aracaju

Parceria reuniu 64 projetos de extensão, envolveu 845 estudantes e alcançou mais de 2.800 pessoas no bairro
Unit apresenta balanço do Conecta Farolândia à Prefeitura de Aracaju - Foto: Laís Marques
Promover a aproximação entre a produção acadêmica e as necessidades da comunidade é o propósito do Conecta Farolândia, iniciativa da Universidade Tiradentes (Unit) em parceria com a Prefeitura de Aracaju. O projeto estabelece uma conexão entre professores e estudantes de diferentes áreas, representantes do poder público e moradores para a realização de atividades de extensão e iniciativas voltadas ao desenvolvimento social do bairro.
 
Ao longo do primeiro semestre de 2026, o projeto contabilizou 64 ações, envolvendo 27 professores e 845 estudantes de 21 cursos, com alcance superior a 2.800 pessoas. Os resultados desse período e a nova identidade visual do Conecta Farolândia foram apresentados nesta quinta-feira, 24, no Auditório Padre Arnóbio, no Campus Farolândia. O encontro contou com a presença de representantes da Unit, da Prefeitura de Aracaju e de secretarias municipais.
 
“Este momento representa mais do que uma prestação de contas do Conecta Farolândia, pois também nos permite acompanhar de perto os resultados e os caminhos que vêm sendo construídos a partir das ações realizadas no território. Esse trabalho conta com o apoio institucional dos secretários municipais, que contribuem com o suporte necessário e facilitam o acesso às estruturas e informações do maior bairro da cidade”, destacou Jouberto Uchôa Júnior, vice-reitor da Universidade Tiradentes.
 
Ciência e gestão
 
De acordo com a assistente administrativa da Pró-Reitoria de Graduação e Extensão (PGE) e coordenadora das ações de práticas de extensão, Thayse Mendes, a implantação do projeto começou a partir de um levantamento do território, com o objetivo de conhecer os principais equipamentos públicos, instituições e necessidades presentes no bairro. Com base nesse diagnóstico, foram estabelecidas articulações com secretarias municipais, lideranças comunitárias e espaços como unidades de saúde, escolas, hospital e biblioteca.
 
“Esse primeiro momento foi importante para entendermos as características da comunidade e reconhecermos onde a universidade poderia contribuir de forma mais efetiva. Agora, seguimos com o propósito de ampliar esse alcance e chegar a mais pessoas, fortalecendo a atuação conjunta entre o poder público, a universidade e os diferentes atores da comunidade”, explica.
 
A prefeita de Aracaju, Emília Correia, destaca que a iniciativa estabelece uma relação de troca entre a gestão municipal e a universidade: enquanto a Prefeitura possibilita a inserção dos acadêmicos nos espaços públicos, a instituição de ensino disponibiliza conhecimento técnico. “Todo esse conhecimento não fica restrito à sala de aula, mas é levado para a prática. Nesse processo, a Prefeitura e as secretarias envolvidas abrem espaços para que os discentes tenham experiências práticas, enquanto os serviços públicos chegam à população e os conhecimentos produzidos na Universidade são compartilhados com a comunidade”, elenca.
 
Na avaliação de Valter Santana, diretor de Relações Institucionais da Unit, o contato direto com os moradores também amplia a percepção dos estudantes sobre as diferentes condições sociais encontradas no território. “É necessário se aproximar da população para, a partir dessa convivência, ampliar a capacidade de compreender o outro, exercitar a empatia e reconhecer diferentes perspectivas. Esse contato permite que os estudantes saiam do ambiente acadêmico com uma percepção mais humana sobre as realidades que encontrarão ao longo de sua atuação profissional”, pontuou.
 
Conhecimento aplicado
 
Entre os 64 projetos realizados, o "Plantaviva" representa uma experiência de integração entre diferentes áreas ao aproximar os cursos de Farmácia e Tecnologia da Informação (TI). Desenvolvida na Associação de Moradores do Loteamento Senhor do Bonfim, a ação combinou os conhecimentos da comunidade sobre plantas medicinais com orientações de saúde e ferramentas tecnológicas.
 
“O objetivo era ampliar o conhecimento sobre as plantas medicinais presentes na cultura popular, como os chás, e orientar sobre formas seguras de uso. Por isso, o primeiro passo foi conhecer os saberes que já existiam na comunidade e a maneira como essas plantas eram utilizadas. A partir desse levantamento, desenvolvemos o projeto ao longo de seis meses, trabalhando a identificação das espécies e os cuidados necessários para seu uso”, explicou o professor da Unit, Leonardo Santana.
 
A ação contou ainda com a implantação de hortas de baixo custo, utilizando materiais que estavam ao alcance dos moradores, a exemplo de galões de água de 20 litros, canos e garrafas PET. Em parceria com o Parque da Sementeira, foram disponibilizadas cerca de 60 mudas de diferentes espécies para a formação do espaço comunitário. Durante as atividades, os estudantes promoveram oficinas sobre cultivo doméstico, preparo de produtos e reaproveitamento de materiais, apresentando aos moradores maneiras de incorporar as plantas medicinais à rotina de forma consciente e segura.
 
No campo da tecnologia, os alunos criaram uma plataforma destinada a concentrar informações sobre plantas medicinais, com fotografias, depoimentos, conteúdos relacionados à utilização das espécies e ferramentas de geolocalização. O sistema também contempla QR Codes vinculados aos espaços físicos, possibilitando aos usuários acessar dados sobre as plantas encontradas nesses locais.
 
Para Guilherme Santos, estudante de Sistemas de Informação, a vivência demonstrou o potencial da tecnologia para fazer com que conhecimentos construídos e compartilhados pelos próprios moradores alcancem um público maior. “A ideia era conectar esse conhecimento, como o preparo de chás e outras receitas, para que informações produzidas pela comunidade pudessem ser compartilhadas e acessadas também por pessoas de outros bairros”, explica.
 
Continuidade
 
Na avaliação da Unit, os resultados apresentados fazem parte de um processo que precisa continuar sendo desenvolvido no território. “Não adianta irmos a uma comunidade em determinado semestre e retornarmos meses ou anos depois. Os problemas existem diariamente. Por isso, a continuidade das ações é fundamental para conquistarmos a confiança dessas pessoas e de suas associações”, finaliza Jouberto Uchôa Júnior.

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