Na Alese, Linda Brasil denuncia falta de medicamentos no CASE e ausência de estrutura para urgências psiquiátricas
Nesta terça-feira, 18, com a retomada das sessões no plenário da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), a deputada estadual Linda Brasil (Psol) usou a tribuna para denunciar a recorrente falta do medicamento gabapentina no Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (CASE). De acordo com a parlamentar, a falha no abastecimento vem afetando pacientes em tratamento de dor neuropática, com fibromialgia e outras doenças crônicas incapacitantes. Linda cobra a regularização da situação e planejamento da Secretaria de Estado da Saúde.
A deputada afirma que não se trata de um problema isolado. “Para esses pacientes, a gabapentina não representa apenas um remédio. Ela significa a possibilidade de ter uma vida com menos sofrimento e mais dignidade. Os períodos de desabastecimento chegam a dois ou três meses, segundo as denúncias que recebemos. Isso é inadmissível”, considerou.
A parlamentar alerta que a interrupção do tratamento provoca o retorno e a intensificação das dores, aumenta o estresse, agrava o quadro clínico e compromete todo o progresso conquistado ao longo do acompanhamento médico.
“Queremos que seja apresentado um planejamento eficaz para evitar que esse problema continue se repetindo, seja com este ou com outros medicamentos. Garantir o acesso contínuo à medicação não é favor. É dever do Estado. E assegurar dignidade às pessoas que convivem diariamente com a dor é uma obrigação que não pode ser negligenciada”, enfatizou.
Urgência psiquiátrica para crianças e adolescentes
Outra preocupação revelada pela deputada foi a ausência de uma estrutura pública adequada para atender crianças e adolescentes em situações de urgência e emergência psiquiátrica. De acordo com as informações solicitadas ao Hospital da Criança, a unidade dispõe de apenas um consultório médico e um único leito destinado à emergência psiquiátrica.
Linda considera especialmente grave a ausência de um psiquiatra infantil lotado na unidade. “De acordo com as informações, o atendimento inicial é realizado pela equipe médica da emergência, com o apoio de apenas um psicólogo por turno”, apontou.
A parlamentar cobra que o tema seja tratado com prioridade, tendo em vista o extremo estado de vulnerabilidade desses pacientes em sofrimento mental. “O cuidado com a saúde mental de crianças e adolescentes deve ser uma prioridade permanente e um compromisso inegociável do poder público”, reforçou.
Desabastecimento de água e energia em São Cristóvão
Linda também destacou as denúncias da comunidade Rosa do Oeste, no bairro Eduardo Gomes, em especial dos moradores da Rua Q1, que, há mais de dez anos, vivem sem abastecimento regular de água e sem iluminação pública. “A situação é tão precária que famílias precisam cavar poços nos próprios quintais para conseguir água”, relatou.
As informações obtidas pela parlamentar, até o momento, indicam que a Iguá já cadastrou mais de 100 moradores, mas, até agora, nenhuma solução concreta foi apresentada. “A Prefeitura de São Cristóvão, a Iguá e a Energisa precisam adotar providências urgentes. É inadmissível que uma comunidade inteira continue abandonada e jogada à própria sorte. A regularização desses serviços públicos é um direito, e nossa mandata vai continuar cobrando soluções”, frisou.