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Aracaju (SE), 31 de agosto de 2026
POR: Ascom/André David
Fonte: Ascom/André David
Em: 31/08/2026
Pub.: 31 de agosto de 2026

Caso "Maníaco do Escort Azul": delegado André David defende fim de benefícios para criminosos reincidentes

André David - Foto: Ítalo Amorim

O caso do homem conhecido como "Maníaco do Escort Azul" voltou a gerar repercussão e indignação pública após o investigado, beneficiado pelo regime semiaberto e pela saída temporária (conhecida como "saidinha"), cometer um novo estupro. A vítima, uma adolescente de 16 anos, foi abordada ao sair da escola. O suspeito já acumulava histórico e condenações por crimes sexuais em série praticados com o mesmo modus operandi.

Para o candidato ao Senado, delegado André David a reincidência durante as famosas “saidinhas” reascende debate sobre as falhas no sistema de progressão de pena. Além disso, ele criticou duramente a concessão de flexibilizações penais para indivíduos com histórico de violência sexual e reincidência comprovada. “Até quando a gente vai tratar estuprador em série, com histórico de reincidência, como se fosse detento de bom comportamento? A 'saidinha' foi pensada pra ressocialização. Só que, na prática, virou uma porta aberta pra quem tem sede de fazer mal de novo", declarou André David.

O candidato também chamou a atenção para o impacto psicológico e social sofrido pela vítima e por sua família, questionando a falta de amparo do Estado após falhas na fiscalização dos apenados. “Essa menina vai carregar essa violência pelo resto da vida, por uma decisão que não foi dela, foi do sistema. E a pergunta que fica é essa: quem vai amparar essa adolescente e essa família agora? Quem vai devolver a ela a infância que foi interrompida numa saída de escola?", pontuou.

Como plataforma de atuação no Congresso Nacional, o delegado defende a revisão da Lei de Execução Penal para barrar a progressão de regime e saídas temporárias a condenados por crimes graves. “Vou pro Senado com uma pauta clara: endurecer os critérios da saída temporária para condenados por crimes graves e reincidentes, e colocar a segurança de quem tá na rua acima da conveniência de quem já provou que não merece confiança. A lei não pode beneficiar criminoso", concluiu.

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