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Aracaju (SE), 18 de agosto de 2026
POR: Tharciana Vitoria
Fonte: Assessoria
Em: 18/08/2026 às 14:24
Pub.: 18 de agosto de 2026

IA muda hábito de busca, mas 7 em cada 10 brasileiros ainda recorrem ao Google para validar respostas

Pesquisa mostra que ferramentas de inteligência artificial ganham espaço na descoberta de informações, enquanto buscador permanece relevante para confirmação

IA muda hábito de busca, mas 7 em cada 10 brasileiros ainda recorrem ao Google para validar respostas - Foto: Magnific images

A inteligência artificial está mudando a maneira como os brasileiros pesquisam produtos, serviços e informações, mas o Google continua exercendo um papel central na verificação das respostas. Segundo o estudo O Mapa da Busca no Brasil 2026, da agência de SEO Optimiza Marketing, 71% dos usuários consultam o buscador para validar conteúdos obtidos por meio de ferramentas de IA.

O comportamento forma o que o relatório define como um “loop de validação”: o usuário recorre à inteligência artificial para explorar um assunto, organizar possibilidades ou obter uma resposta direta e, posteriormente, utiliza o Google para conferir dados, comparar fontes e aprofundar a pesquisa.

“Os dados mostram que a inteligência artificial não eliminou a necessidade de confiança na jornada de busca. O usuário pode começar a pesquisa em uma ferramenta de IA, mas ainda procura fontes, avaliações e informações complementares no Google antes de formar uma opinião ou tomar uma decisão”, afirma Julia do SEO, especialista em otimização para mecanismos de busca e CEO da Optimiza Marketing.

O levantamento ouviu mil consumidores brasileiros, de todas as regiões e classes sociais, em dezembro de 2025. A margem de erro informada é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

IA altera a jornada, mas não elimina o buscador

A pesquisa também procurou entender o que levou parte dos entrevistados a reduzir o uso do Google. Entre aqueles que declararam pesquisar menos no buscador, 34% apontaram a promessa de respostas melhores pela inteligência artificial como um dos principais motivos.

A IA apareceu à frente do excesso percebido de anúncios, citado por 30%, e da rapidez das redes sociais, mencionada por 29%. O dado não significa que 34% de todos os brasileiros abandonaram o Google: o percentual considera exclusivamente o grupo que informou ter diminuído sua frequência de uso.

No conjunto da amostra, 17,1% disseram utilizar menos o Google do que um ano antes. Por outro lado, 48,9% relataram usar o buscador com maior frequência, enquanto 34% mantiveram o mesmo nível de utilização.

Os resultados indicam uma reorganização da jornada de busca, e não uma substituição completa. A IA oferece respostas sintetizadas e conversacionais, enquanto o Google segue associado à confirmação, à comparação entre páginas e ao acesso às fontes originais.

Mudanças afetam estratégias de visibilidade

Para empresas que dependem da busca orgânica, essa transformação exige atenção aos Updates do Google. Alterações nos sistemas de classificação e na própria experiência de pesquisa podem influenciar os critérios de visibilidade, os formatos de resposta e os caminhos utilizados para encontrar conteúdos.

O Google afirma que suas atualizações principais são mudanças amplas, criadas para melhorar a entrega de resultados úteis e confiáveis. Elas não têm como objetivo atingir sites ou páginas específicas. Em 2026, o painel oficial da plataforma já registrou atualizações de núcleo e de combate a spam.

A incorporação de recursos de IA ao próprio buscador adiciona outra camada à disputa pela atenção. Respostas generativas podem reunir informações de diferentes páginas antes de apresentar links de apoio, reduzindo a dependência do modelo tradicional baseado apenas em uma lista de resultados.

Conteúdo precisa servir à exploração e à confirmação

Nesse ambiente, produzir textos somente para repetir informações disponíveis em outras páginas tende a oferecer pouco valor. Empresas e veículos precisam investir em conteúdo original, fontes identificáveis, dados bem contextualizados e respostas que possam ser verificadas.

Estrutura técnica, indexação, experiência de navegação e acompanhamento do desempenho também permanecem importantes. O próprio Google orienta que as práticas fundamentais de SEO continuam válidas para seus recursos generativos.

O novo comportamento mostra que IA e buscadores não ocupam necessariamente posições excludentes. O consumidor pode começar a jornada em uma ferramenta conversacional e recorrer ao Google em seguida. Para as marcas, o desafio é construir conteúdos que sejam úteis nos dois momentos: quando o usuário procura uma resposta e quando deseja confirmar se pode confiar nela.

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