Aracaju (SE), 30 de julho de 2026
POR: Agência Aracaju de Notícias
Fonte: Agência Aracaju de Notícias
Em: 30/07/2026 às 19:24
Pub.: 30 de julho de 2026

Prefeitura entrega novos sensores e fortalece cuidado a pacientes com diabetes tipo 1

Projeto Sem Medir a Vida contempla mais 20 usuários do SUS e promove atualização para profissionais, pacientes e familiares sobre o uso do sensor Libre 2 Plus - Foto: Ascom/SMS

A Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), contemplou, nesta quinta-feira, 30, mais 20 crianças, adolescentes e jovens com diabetes tipo 1 (DM1) no projeto 'Sem Medir a Vida'.

A entrega dos sensores de monitorização contínua da glicose Libre 2 Plus foi realizada no Caju Hub e reuniu cerca de 90 pacientes já atendidos pela iniciativa para atividades de atualização sobre o uso da tecnologia e fortalecimento da linha de cuidado. 

Paralelamente, profissionais da rede municipal participaram de um ciclo de qualificação voltado ao atendimento multidisciplinar.

O projeto atende crianças, adolescentes e jovens de 2 a 22 anos, residentes em Aracaju, diagnosticados com diabetes tipo 1, usuários de insulina e acompanhados regularmente pela rede municipal de saúde. 

A iniciativa disponibiliza gratuitamente o sensor Libre 2 Plus, tecnologia que realiza leituras automáticas da glicose em tempo real, emite alertas para episódios de hipoglicemia e hiperglicemia e reduz significativamente a necessidade de medições na ponta dos dedos. 

O dispositivo é fornecido mensalmente pelo SUS municipal, proporcionando mais segurança, autonomia e qualidade de vida aos pacientes.

A programação também reforçou a qualificação permanente da assistência. Profissionais do ambulatório de endocrinologia participaram de discussões de casos clínicos e de atualização das práticas assistenciais, enquanto pacientes e familiares participaram de atividades educativas sobre alimentação, prática de atividade física, utilização do sensor e manejo do diabetes, fortalecendo o cuidado compartilhado entre equipes de saúde e usuários.

De acordo com a coordenadora da Rede de Atenção Especializada (REAE), Tércia Monteiro, a qualificação contínua dos profissionais é fundamental para potencializar os resultados do projeto.

"A tecnologia só alcança todo o seu potencial quando está associada ao acompanhamento multiprofissional e ao envolvimento das famílias. Quanto mais os pacientes utilizam o sensor integrado ao atendimento ambulatorial, maiores são as possibilidades de melhorar sua qualidade de vida, que é o principal objetivo do projeto", destacou.

A secretária municipal da Saúde, Débora Leite, ressaltou que o fortalecimento da linha de cuidado representa um avanço na assistência oferecida às pessoas com diabetes tipo 1.

"Nosso propósito é garantir que os pacientes encontrem na rede municipal o suporte necessário em todas as etapas do cuidado. Isso envolve tecnologia, acompanhamento multiprofissional e educação em saúde, mas, acima de tudo, continuidade. O tratamento do diabetes tipo 1 é diário e exige uma rede preparada para caminhar ao lado de cada família", afirmou.

Entre os novos beneficiários está Laura Vitória, de 5 anos, diagnosticada com diabetes tipo 1 há oito meses. A avó, Berivane Rocha, relembrou que a menina chegou ao Hospital Universitário com a glicemia muito elevada e risco de desenvolver cetoacidose diabética.

"Depois do acolhimento e do acompanhamento pela rede municipal, hoje vivemos uma nova etapa do tratamento. Receber o Libre representa mais tranquilidade, porque ela terá um monitoramento mais preciso, mais liberdade e uma qualidade de vida melhor", afirmou.

Mãe de Anne Sophia, de 12 anos, Valdelice Santos da Cruz contou que descobriu a doença após perceber alterações na urina da filha. A adolescente foi encaminhada para atendimento de urgência e, posteriormente, ao Hospital Universitário, onde recebeu o diagnóstico. Desde então, realiza consultas e exames pela rede municipal.

"Ela ainda está em processo de aceitação da doença. Hoje precisa furar o dedo seis vezes por dia. Com o Libre, o monitoramento será mais preciso e sem dor. Espero que isso facilite sua adaptação à nova realidade e torne o tratamento menos difícil", relatou.

Já Dayane Santos, mãe de Laura Regina, de 5 anos, explicou que o diagnóstico transformou a rotina da família, principalmente pelas frequentes medições da glicemia e aplicações diárias de insulina.

Ela contou que a filha passou a rejeitar as injeções e iniciou acompanhamento psicológico, enquanto a família também recebeu orientação sobre contagem de carboidratos.

"O sensor traz mais tranquilidade porque avisa quando a glicemia muda. Isso nos dá mais segurança e melhora muito a qualidade de vida dela, tanto em casa quanto na escola", disse.

Com a inclusão de novos beneficiários e a qualificação permanente das equipes, o projeto Sem Medir a Vida amplia o acesso ao monitoramento contínuo da glicose e fortalece uma linha de cuidado que integra tecnologia, assistência multiprofissional e educação em saúde, oferecendo mais segurança, autonomia e qualidade de vida a crianças, adolescentes e jovens com diabetes tipo 1 acompanhados pela rede municipal.

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